Impressões, 15 agosto 2010, 10:42.
Passadas as (más) impressões iniciais, um tempo experimentando a última versão de openSUSE, problemas de hardware (o monitor deste iMac está esquentando absurdamente em sistemas operacionais Linux), reinstalação do Mac OS X e limpeza no disco rígido, acabei optando por retornar ao Fedora.
A forma simples com que o sistema maneja qualquer tarefa é imbatível. Além disso, o tema Charge, do Plymouth, é muito sexy. Como poderia ficar sem isso?
Estranhamente, desta vez, instalando pela versão em DVD, não foi necessária nenhuma mão-de-obra especial para fazer funcionar o sistema. Somente o áudio não funciona out-of-the-box.
O sistema está mais estável e livre de bugs, mesmo utilizando versões de aplicativos bleeding edge. Não há mais problemas de travamento ao iniciar e ainda não tive notícias do bug reporter.
Prontamente ao saber da existência do novíssimo KDE SC 4.5, fiz a atualização, com os seguintes passos:
rpm —import http://kde-redhat.sourceforge.net/gpg-pubkey-ff6382fa-3e1ab2ca
yum groupupdate kde-desktop
yum update
Como anteriormente, havia protegido os repositórios conforme o Fedora Guide, acabou sendo necessário desprotegê-los, marcando ‘no’ no lugar de ‘yes’ em todos os repositórios oficiais e de RPM Fusion, encontrados em ‘/etc/yum.repos.d/’.
É sempre tentador testar novas versões de distribuições ao passo em que elas vão sendo lançadas, mas creio que devo permanecer um bom tempo aproveitando as maravilhas que o Projeto Fedora proporciona.
Screenshots:
Temas oficiais Oxygen.
Papel de parede ‘Perseus Prime’, por ‘taenaron
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Impressões, Críticas 4 julho 2010, 10:17.
Minha experiência com a Fedora 13 ‘Goddard’, distribuição que nunca usei, num iMac 7.1, que já rodou muitas distribuições, não tem sido das melhores.
Lembrando que os computadores da Apple nunca vêm ‘prontos’ para rodar um sistema operacional alternativo como o sistema padrão, sendo que esta prática, na maioria das vezes, não é recomendável, residindo nisto o interessante deste blogue.
Sua experiência com distribuição X no computador Y pode ser das mais fantásticas existentes. Cá estão as minhas.
Para ser bem direto, ela é muito buggy. Buggy ao ponto de irritar.
Logo na instalação, como citei na última postagem, nada ocorre sem um certo empurrãozinho, coisa inexistente em, por exemplo, Kubuntu 9.04 ‘Jaunty Jackalope’, uma distribuição de um ano atrás.
Após instalada, no boot, existe um problema com o kernel, resultando na não inicialização do sistema. Engraçado é que este problema é aleatório. Ocorre em 3 de cada 10 inicializações. O que é um problemaço para quem desliga até a tomada quando não está usando o computador. O problema parece ter sanado após eu ter adicionado os repositórios de testes, e uma atualização do kernel ter ocorrido.
Falando sobre o ambiente de trabalho, KDE, ele é praticamente vanilla, com a tradicional seleção de pacotes ‘upstream’. Este termo ‘vanilla‘ se aplica perfeitamente aqui. Nada nem fede, nem cheira. Tudo fica bem no meio termo da mediocridade. Eu acredito em personalidades de distribuições, e isto se aplica não somente ao tema do _boot, ao ícone do KickOff e ao papel de parede, mas ao ‘todo’. Infelizmente não uma uma sensação de ‘todo’ por aqui.
Não há como se ocultar mais à aplicações que estão realmente à frente das opções comuns. Não há Firefox no Fedora KDE Spin, eles insistem com o Konqueror, que simplesmente não dá certo. Há Dragon Player, que eu não sei o porquê de o apoiarem, visto que não faz absolutamente nada de mais. O que houve de errado com Kaffeine, que reinava anteriormente? E o que sempre houve com o VLC, líder em popularidade multi-plataforma, mas afundado em repositórios de todas as distribuições? Juk e KsCD ainda vêm por padrão, mesmo com o amaroK fazendo as mesmas coisas e melhor.
Os pacotes vêm exatamente como o KDE os distribue, dividios semanticamente em diversas categorias. Então, Juk e KsCD vêm dentro de ‘kdemultimedia’, junto com aplicativos de uso geral (K3B) e dependências necessárias à outros que possivelmente qualquer um instalaria (amaroK). Isso significa que dois aplicativos que nunca usei não podem ser excluídos de minha seleção. O que sempre mais me afastou da distribuição foi a política restritiva e relaxada com os pacotes.
Ao utilizar o ambiente normalmente em tarefas diárias, percebi que o delator de bugs é muito eficaz. Percebi porque eles ocorrem aos montes, em quase todos os aplicativos que usa constantemente. Uns chegam a congelar o sistema, algo que nunca havia experenciado anteriormente. Estou escrevendo agora mas a qualquer momento isso tudo pode travar e delator chamar a atenção na fantástica área de notificação do KDE, extremamente ativa, que acumula as chamadas, umas em cima das outras, e quando muitas, a visualização se torna precária.
No mais, estou relevando muitos dos letdowns e gostando do restante, apesar de pouco aqui impressionar quem já usou qualquer outra distribuição.
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Tutoriais, 31 maio 2010, 14:53.
Sim! Agora, devo passar a usar o Fedora Spin KDE, em detrimento do Kubuntu.
Por quê?
DIzem que ele está sempre na frente.
As várias tentativas de instalação dele no meu iMac não foram agradáveis. Demorou a realmente acontecer. O Kubuntu instalava sem qualquer problema, reconhecendo que se tratava de um computador com EFI.
As mídias LiveCD do Fedora simplesmente não vêm prontas para reconhecer um EFI. A equipe do Fedora me impressiona diversas vezes por ignorar certas características, quando não dão certo. O DVD completo da distribuição, por sua vez, vem acompanhado de ferramentas para lidar com EFI, que não funcionam.
A consequência disso? Impossível instalar sem um gambiarrazinha. A solução é esta.
Resumindo tudo. Para se ter a última versão do Fedora instalado em seu Mac com processadores Intel e EFI, é necessário fazer o seguinte:
1 – Baixe o DVD com a distribuição completa;
2 – Baixe seu spin LiveCD favorito do Fedora;
3 – Copie para algum dispositivo USB o arquivo ‘efiboot.img’, do diretório ‘images’, disponível no DVD. Inicie seu Mac com o LiveCD, abra um terminal e execute este comando:
dd if=/media//efiboot.img of=/dev/sda
4 – Instale o Fedora pelo spin ou pelo DVD (não tive sucesso com o DVD).
5 – Após instalado, rode o LiveCD novamente, abra o terminal novamente, e execute:
grub
> root (hd0,0)
> setup (hd0)
> quit
6 – Reinicie. Pronto.
Os drivers de vídeo livres para ATI já estão bastante amadurecidos e os proprietários já não são quase necessários.
O som não funciona, ainda. Crie o arquivo ‘alsa-base’ em ‘/etc/modprobe.d/’ com o seguinte conteúdo:
options snd-hda-intel model=mbp3
Reiniciando, tudo deve estar normal.
Ainda estou me acostumando ao Fedora, e gostei do que vi até agora.
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Fora de contexto, 31 janeiro 2010, 20:26.
// about:wordpress
Este blogue começou no Wordpress.com, mas por lá ficou pouco tempo. Eu não tinha o controle que desejava. Cobram 14 dólares por isso, eu não aceito e saio. Com um domínio próprio grátis e um host emprestado, o besktop é continuado.
// about:TEXTPATTERN
Não lembro onde eu achei o TextPattern , mas preciso lembrar-me de nunca mais o esquecer, embora seja inesquecível. Ele é fantástico!
Já faz um tempo que desenvolvo alguns projetos minúsculos com ele, sempre com ele. Estou tão acostumado que quando me deparei com aquele monstro bizarro chamado Wordpress, logo percebi que não daria nada certo.
Tudo no TextPattern funciona tão fácil que assusta. A começar pela interface, com o melhor uso de abas na história do design de interfaces (licença para o link ‘ver o site’, mal colocado). Instalar uma extensão é a coisa mais simples do mundo, além dos módulos, pequenas porções de código para pincelarmos aqui e ali, e sem falar em Textile, a poderosíssima sintaxe para artigos.
Ele já vem com um blog simples semi-pronto, cabendo a mim o ato de lapidar o diamante, na verdade uma tabula rasa, pronta a receber qualquer tipo de design. Não é preciso realmente instalar nenhuma extensão para um blogue funcionar, mas a quantidade abundante destes, vários deles redundantes, somado a uma certa ausência de integração de ‘tags‘ diretamente do aplicativo, levam qualquer um a fazer isso.
‘Tags‘ no TextPattern são uma alusão a tags html, e funcionam da mesma forma. A tag <txp:comments_count />, inserida tal qual uma tag XHTML, chama um código PHP para mostrar o número de comentários. Essas tags também possuem atributos padrão (class) e customizados (wraptag). Ele suporta tags mais avançadas de valores condicionais como <txp:if_article_list /> e <txp:else />, dando uma flexibilidade incrível ao conteúdo.
Apesar de notadamente maravilhoso, o TextPattern passou por muito baixos nos últimos tempos, tendo sido quase abandonado e praticamente ‘garfado’ por desenvolvedores de extensões insatisfeitos. Nisso ele perdeu todas as últimas ondas computacionais (talvez não seja de todo o mal) e acabou com uma base de usuários menor do que a das fracas concorrências.
// about:blog
Blogues são espaços muitos simples da web. A despeito do conteúdo, não é preciso mais do que uma postagem e foco nela. Foco. É isso que falta na maioria dos temas de blogue por aí, e é por isso que nenhum do Wordpress.com me atraiu.
Criei este tema baseado no padrão do TextPattern, e com ideias de tantos outros de desenho minimalista e prático.
Estou usando as fantásticas fontes Droid Sans.
…
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Críticas, 26 janeiro 2010, 18:17. [3]
Num afã de se conseguir fazer tudo o que é possível, ao invés de se fazer o que é, no mínimo, útil, a equipe do KDE acaba por rechear seus lançamentos com featurettes:

Tabelas são de muita utilidade quando se quer vários visualizações numa mesma aplicação.
Usar tabelas para agrupar aplicações diferentes é um erro grosseiro, que me faz pensar o que anda fazendo a equipe de usabilidade do KDE.
Janelas precisam de acesso rápido, fácil leitura e manipulação/movimento.
Sorte minha uso Smooth Tasks, que me assiste bastante no acesso a mais de uma janela por aplicação.
A leitura ainda continua confusa na maioria dos aplicativos, com menus em excesso e barras sortidas colocadas a esmo, sem padrão algum e sem configurações gerais que surtam efeito. Eu preciso ajustar o esquema de cada janela e diálogo modal de uma mesma aplicação, muitas vezes mais de uma vez, pois a sessão acabou não sendo salva.
Já é possível mover qualquer janela clicando em áreas vazias com o Bespin, mas a luz disso num tema oficial parece distante. Preciso alcançar a barra de título de uma janela para poder movimentá-la com o Nitrogen (agora na equipe oficial), uma situação um pouco frustrante.
A última coisa necessária no momento é agrupar janelas esparsas.
O Kate está precisando de umas boas tabelas para manipular os documentos.
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